jun 30 2009

O Falso refúgio… e o verdadeiro.

Inexorável Solidão que acomete as almas
A meio caminho entre de onde e para onde
Cá onde o homem se engana e esconde
Buscando refúgio sempre em águas calmas

Mas, ai! Sempre lhe alcança tormenta
Testando-lhe cada tábua da barcaça
E inda que aos olhos venha a ser carcaça
Oculto no peito sopro há que o alenta.

Esperneia chorando como veio ao mundo
Quando o momento de deixá-lo se apresenta
A não ser que — por um breve segundo –

Tenha visto, através da tormenta,
E Desde o Silente mar profundo
A suave mão que lhe sustenta!