abr 24 2009

Faça você mesmo: Upgrade de memória e HD no macbook white

 

Uma chave de torque (torx t8)

Uma chave de torque (torx t8)

Esta tarde resolvi fazer um pequeno upgrade no meu MacBook White, inspirado nesse excelente review do MacMagazine sobre o desempenho do MacBook Pro unibody, descrevendo o pífio ganho de performance em relação ao branquinho, quando este está turbinado. Resolvi descrever o processo aqui, caso alguém queira se aventurar a fazer isso por si mesmo, sem pagar os tubos para algum técnico de plantão.

 

O vendedor da loja mesmo tentou me empurrar uma conta de R$ 80,00 para eles fazerem por lá, e como estava com um certo tempo, resolvi esnobar e disse: “Pode me emprestar sua chave estrela?” e instalei a memória lá mesmo, na frente dele, usando os conhecimentos esotéricos contidos no… manual de instruções do MacBook.

Para a memória, isso basta. Mas para a troca do HD, tome nota. Você vai precisar de:

  1. Uma moeda (qualquer uma serve).
  2. Uma chave estrela – para a retirada da proteção da memória.
  3. Uma Chave de torque (Torx® T8) – para a retirada do HD.
  4. Paciência. A clonagem de um HD de 160 GB quase cheio levou mais de 4 horas, a uma taxa de transferência de 11 Mbps (em média), via USB 2.0 (não tenho nenhum dispositivo firewire).

Para você não interromper a leitura para ir buscar o seu manual, no armário ou na internet, posto aqui só as figurinhas selecionadas:

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Olha só como ficou Lindo!

Olha só como ficou Lindo!

Funcionou tal como no roteiro, sem surpresas, reconhecendo os 4GB sem problemas. 80 reais a menos de despesa. Como tinha acabado de receber dinheiro, atolei o pé na jaca: resolvi comprar um HD maior. O original, que vem com meu macbook, é de 160 gb, e vai ficar como estepe de emergência, caso um dia o novo venha a me faltar. 

 

A operação, como eu costumava fazer no windows, é um pé no saco: requeria a instalação do Sistema Operacional (nome pomposo para um sistema da MicroCrap) e de todos os meus softwares. Coisa para horas, e o que é pior: horas sem computador. Intolerável. Não sei se tem solução para esse problema no mundo windows, mas no mac, tem, e é um docinho: chama-se SuperDuper!. Não foi erro de digitação, não, o ponto de exclamação é parte do nome do programa. Se você clicar no link, vai ver que vale a pena usá-lo, ainda que não queira comprá-lo: para esse propósito específico, há uma versão gratuita que é simplesmente perfeita.

 

Piece of cake: backup para meros mortais

Piece of cake: backup para meros mortais

Aqui ele está copiando todos os arquivos do Macintosh HD para o disco de 250GB que comprei, e ainda por cima, quando acabar, vai gerar uma trilha de boot, permitindo que você use o computador durante todo o processo, e — ao terminar, dê uma pausinha de uns 10 minutinhos no seu trabalho (ou na sua diversão, he he he) para substituir o HD antigo pelo novo, religar o seu macbook e — voilà! lá estarão todos os seus arquivos, personalizações, e, o mais importante: Espaço extra. O vídeo que posto aqui foi de onde tirei a dica, e mesmo que você não saiba patavina de inglês, caso que, afortunadamente, não é o meu, com essas instruções e um pouco de boa vontade, poderá salvar tempo e dinheiro atualizando você mesmo as configurações do seu MacBook. Se for pelo post do MacMagazine, uma economia e tanto, já que o MacBook pro de 15 polegadas é beeem mais caro que o branquinho, tem menos conexões laterais e o ganho de performance será mínimo, se o branquinho estiver turbinado conforme as informações postadas aqui. Fiquem agora com Rick Dillon e sua dica matadora:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=kp47AQinUM8]


abr 22 2009

Steve Wozniak menciona o linux em entrevista no Life Hacker

O Famoso “Mágico de Woz”, Hacker de carteirinha, co-fundador da Apple, e criador dos históricos e revolucionários Apple I e II, deu entrevista para o blog Lifehacker hoje, publicada às 9:00 da manhã. Vale a pena ler. Ele comenta principalmente sobre o que ele usa para o trabalho do dia-a-dia. Merece menção especial o comentário dele sobre o Linux,  dizendo que só não experimentou por

Para enfatizar a robustez do kernel do Mac Os X, Jobs o qualificou como "Very Linux-like"

Para enfatizar a robustez do kernel do Mac Os X, Jobs o qualificou como "Very Linux-like"

falta de tempo, mas que o pessoal da comunidade de software livre pensa o que ele quer pensar (‘I never got into Linux. I swear to God, it’s only lack of time. I’m past the years of my life where I can really dig into something like running a Linux system. I’m very sympathetic to the whole idea; Linux people always think the way I want to think.’). Interessante comentário… como “quer pensar”? Indefinível. De qualquer maneira, demonstra com essa ser ainda o geek histórico focado em assuntos técnicos — o oposto complementar que foi o impulso inicial que moldou a Apple. Bom lembrar que o próprio Jobs, ao lançar o Mac Os X, mencionou o kernel Darwin como “Very Linux Like” mostrando que a galera do pingüim não pode mais ser ignorada. Aqui embaixo, deixo o vídeo da Keynote de Jobs em 2000, apresentando o Mac Os X. Lá pelo terceiro minuto, como você pode ver pela imagem, ele faz a declaração que menciono aqui:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Ko4V3G4NqII]


abr 21 2009

Cliente twitter elegante!

Belo e funcional

Belo e funcional

Baixei e testei o Tweetie para mac, lançado ontem. É uma solução muito elegante, se comparada a programas com poder de fogo semelhante, como o tweetdeck para a plataforma air da Adobe. Esse é um canivete suíço para tuitar, mas é feio, não importa que tema você use…
O Tweetie roda nativamente no Mac OS X, com uma excelente performance, e uma interface admiravelmente bela. Como não tenho iPhone (vou esperar pelo próximo modelo), não tenho como comparar com o original, que foi lançado para essa plataforma.
De qualquer forma, fica aí a dica. Gostei. Fácil de usar, e, mais uma vez, visualmente matador.


abr 14 2009

Nova atualização do iMovie

Nova Atualização do iLife

Nova Atualização do iLife

O pacote de multimedia para usuários domésticos da Apple, o iLife, sofre mais uma atualização, que acabou de pipocar aqui no macbook white. Seu anúncio é como segue:

Esta Atualização de Software soluciona um problema causado por projetos que possuem 0 KB de tamanho. A tentativa de abrir estes projetos poderia fazer que o iMovie fosse encerrado inesperadamente ao iniciar. Esta atualização de Software também aborda um problema no qual o modo de tela cheia não pode ser acessado em alguns sistemas.

No site da Apple, ou direto do menu maçã. Ou mesmo, esperando pipocar na sua tela…


mar 13 2009

Configurando um monitor externo como padrão no MacBook

Macbook White numa televisão de 32 polegadas

Macbook White numa televisão de 32 polegadas

Uma das coisas que se faz em ambientes windows (e até em algumas distribuições linux) de maneira mais intuitiva do que no mac é designar um monitor externo como monitor principal em notebooks. Ontem, testando meu monitor AOC de 19 polegadas, conseguia uma imagem emoldurada por faixas pretas, na função que eu queria usar (o espelhamento, mostrar a mesma imagem nos dois monitores).

O monitor estendido consiste em uma área de trabalho sem dock, a não ser que eu posicione o monitor principal acima do externo. Neste caso, o menu apple fica no topo, no LCD do notebook, e o dock no monitor externo, dando a aparência de uma experiência fraturada.

O que eu queria, na verdade era trabalhar com um pouco mais de espaço, mas não seria necessário ter dois monitores estendidos. Bastava que o meu monitor AOC tivesse o controle da situação, desligando o monitor do notebook, como eu fazia inúmeras vezes no ambiente windows, ou mesmo no Ubunto.

No entanto, não foi tão fácil. Não há opção em nenhum lugar para configurar isso, e depois de algumas googladas, cheguei a uma solução meio gambiarra, mas uma digamos, ‘elegante’:

1) O macbook precisa estar com a configuração padrão, ou seja, indo a sleep mode com o fechamento da tampa;

2) Deverá ter, ligado a si, um teclado externo e um mouse, com ou sem fios;

3) Conectar o segundo monitor, e configurá-lo com a resolução ideal para ele;

4) Baixar a tampa do MacBook, pondo o computador em sleep mode;

5) Usar uma mexidinha do mouse ou uma tamboriladinha numa tecla do teclado externo para fazer o MacBook acordar… e voilà!

O Mac OS “esquece” da existência de um monitor LCD, como se tivesse tomado uma anestesia peridural, sendo que ele fica sem sentir da cintura pra cima… sem problema, porque o “cérebro” do bichinho é embaixo. :-D

Aí o monitor externo fica automaticamente reconhecido como monitor principal. No meu caso isso ainda teve o efeito bônus de eliminar as faixas pretas, permitindo-me usar todo o potencial do meu monitor externo, sem o funil representado pelas dimensões do LCD do MacBook.