mar 27 2010

Estou lendo: “Spark: The Revolutionary New Science of Exercise and the Brain”

Você é um intelectual. Quer seja idealista ou realista, deriva seu senso de auto-valorização do poder do seu intelecto, da sua capacidade de definir, ou mesmo de descrever as coisas.
Ou então você é um “knowledge worker” da era da informação, o cara que cria padrões de design, ou de funcionalidade para produtos e serviços da sua empresa.
Saindo da sua própria era da indestrutibilidade imaginada, dos vinte aos trinta, você se percebe subitamente com a) um câncer. b) um transtorno mental como depressão, ou pânico, ou agorafobia, ou outro transtorno de ansiedade.
O médico recomenda repouso, ou, dependendo do caso, preparar-se e despedir-se. Na maioria das vezes, algum medicamento. No caso de um colapso nervoso, certamente uma droga psicoativa. Está trabalhando demais, certo? Precisa diminuir as atividades, certo?
Segundo o Dr.Jonh J. Ratey, psiquiatra e professor de psiquiatria da Harvard Medical School, não necessariamente, ou pelo menos, não apenas.
Você pode estar precisando de *exercício*.
“O quê? mais atividade?” poderia dizer.
Citando estudos que desde a década de 1990 têm demonstrado a correlação clínica de exercícios moderados e regulares com o bem estar físico e psíquico, o Dr. Ratey expõe sua tese de que os exercícios físicos podem desde diminuir, até eliminar a necessidade de consumo de drogas psicoativas.
Segundo ele, exercitar-se equivale a equipar o corpo com uma máquina de endorfinas, neurotransmissores e outras substâncias que têm potencial para reequilibrar os desequilíbrios químicos causados pela falta de estresse.
O exercício, afirma ele, funciona como um inoculador de estresse no sistema, que “vacinaria” o organismo contra os desafios ambientais, e não apenas os desafios físicos.
Cita inclusive o caso de um psiquiatra que conseguiu curar-se do câncer através de suas maratonas.
Claro que ele não diz que caminhar cura o câncer, mas, em todo caso, nessa ocasião específica, em que pesem outros fatores que não foram mapeados, o sujeito ficou completamente curado.
Um bálsamo para sujeitos que trabalham com a cabeça e torcem o nariz para os “ratos de academia”: O livro proporciona uma série de motivos bastante convincentes para não termos que escolher entre ter “um abdome sarado” e um cérebro ativo.
Muito bacana. Recomendo.
Estou “lendo” a versão em audiobook, comprada na audible. Existe também uma versão para Kindle, mas acredito que ainda não exista uma versão em português. Eu, pelo menos, não conheço. Caso haja, e você saiba, comenta aí embaixo…



set 4 2009

Avidez geek e o bichano das neves

Bem, apesar de já ter comprado o DVD do novo snow leopard no submarino, minha voracidade geek não soube esperar até o final de setembro para colocar as mãos no bichano das neves.
Tem um monte de torrent por aí alegando ser a versão retail, ou seja, a versão comprada na loja, e simplesmente “ripada” para uma imagem restaurável num DVD dual layer.

Boa parte delas, porém deve conter trojans, que poderão fazer de nós um daqueles poucos eleitos a terem um macintosh “bichado” a serviço de ataques de negação de serviço e outras maldades dos chamados “crackers”.
Não digo que a versão que terminei baixando (por falta de opção, diga-se de passagem, pois meu provedor fez um traffic shaping com torrent que eu AINDA não aprendi a contornar) seja livre de malware. Mas tenho boas razões para desconfiar que sim.

Em primeiro lugar, a imagem não se chama “Snow Leopard Retail Version” que são precisamente as quatro palavras-chave mais pesquisadas no (terceiro) mundo apple, que ainda não pode meter as mãos no novo bichano da patrulha de Cupertino (Se está me julgando por ter feito isso, lembre daquela noite em que você mesmo digitou isso no google DIVERSAS vezes, pensa que não sei?).
Chama a si mesma com o nome genérico “Mac OS X Install DVD .cdr”. Peraí: CDR? é. Nem mesmo é um DMG.
Segundo, o autor, em um blog aí perdido pelas entranhas do Google (quando achar o link de novo, edito e ponho aqui), dividiu o bichano em 53 pedaços e publicou no Megaupload. Se *eu* quisesse espalhar malware, espalharia a imagem onde procuram mais por ela, facilitaria a distribuição disponbilizando-a por inteiro e a nomearia com o nome mais óbvio possível. Antes que vc me pergunte, fiz o upload de uma lista de endereços no Megaupload onde você pode baixar esses pedaços de gato, caso queira. A lista está em formato RTF e pode ser baixada aqui.

Como meu DVD acabou de tostar, vou dar boot por aqui, instalar como upgrade, e volto a editar este post a partir do meu novo bichano. Se eu me transformar num mac bot, faz mal não: é só até o final do mês. Quando chegar o DVD oficial que já paguei pra ter, reinstalo do zero…
Backup nunca é demais, hein, caro amigo geek?