Steve Jobs Stanford Commencement Speech 2005
Relembrando…
Inexorável Solidão que acomete as almas
A meio caminho entre de onde e para onde
Cá onde o homem se engana e esconde
Buscando refúgio sempre em águas calmas
Mas, ai! Sempre lhe alcança tormenta
Testando-lhe cada tábua da barcaça
E inda que aos olhos venha a ser carcaça
Oculto no peito sopro há que o alenta.
Esperneia chorando como veio ao mundo
Quando o momento de deixá-lo se apresenta
A não ser que — por um breve segundo –
Tenha visto, através da tormenta,
E Desde o Silente mar profundo
A suave mão que lhe sustenta!
Esta tarde resolvi fazer um pequeno upgrade no meu MacBook White, inspirado nesse excelente review do MacMagazine sobre o desempenho do MacBook Pro unibody, descrevendo o pífio ganho de performance em relação ao branquinho, quando este está turbinado. Resolvi descrever o processo aqui, caso alguém queira se aventurar a fazer isso por si mesmo, sem pagar os tubos para algum técnico de plantão.
O vendedor da loja mesmo tentou me empurrar uma conta de R$ 80,00 para eles fazerem por lá, e como estava com um certo tempo, resolvi esnobar e disse: “Pode me emprestar sua chave estrela?” e instalei a memória lá mesmo, na frente dele, usando os conhecimentos esotéricos contidos no… manual de instruções do MacBook.
Para a memória, isso basta. Mas para a troca do HD, tome nota. Você vai precisar de:
Para você não interromper a leitura para ir buscar o seu manual, no armário ou na internet, posto aqui só as figurinhas selecionadas:
Funcionou tal como no roteiro, sem surpresas, reconhecendo os 4GB sem problemas. 80 reais a menos de despesa. Como tinha acabado de receber dinheiro, atolei o pé na jaca: resolvi comprar um HD maior. O original, que vem com meu macbook, é de 160 gb, e vai ficar como estepe de emergência, caso um dia o novo venha a me faltar.
A operação, como eu costumava fazer no windows, é um pé no saco: requeria a instalação do Sistema Operacional (nome pomposo para um sistema da MicroCrap) e de todos os meus softwares. Coisa para horas, e o que é pior: horas sem computador. Intolerável. Não sei se tem solução para esse problema no mundo windows, mas no mac, tem, e é um docinho: chama-se SuperDuper!. Não foi erro de digitação, não, o ponto de exclamação é parte do nome do programa. Se você clicar no link, vai ver que vale a pena usá-lo, ainda que não queira comprá-lo: para esse propósito específico, há uma versão gratuita que é simplesmente perfeita.
Aqui ele está copiando todos os arquivos do Macintosh HD para o disco de 250GB que comprei, e ainda por cima, quando acabar, vai gerar uma trilha de boot, permitindo que você use o computador durante todo o processo, e — ao terminar, dê uma pausinha de uns 10 minutinhos no seu trabalho (ou na sua diversão, he he he) para substituir o HD antigo pelo novo, religar o seu macbook e — voilà! lá estarão todos os seus arquivos, personalizações, e, o mais importante: Espaço extra. O vídeo que posto aqui foi de onde tirei a dica, e mesmo que você não saiba patavina de inglês, caso que, afortunadamente, não é o meu, com essas instruções e um pouco de boa vontade, poderá salvar tempo e dinheiro atualizando você mesmo as configurações do seu MacBook. Se for pelo post do MacMagazine, uma economia e tanto, já que o MacBook pro de 15 polegadas é beeem mais caro que o branquinho, tem menos conexões laterais e o ganho de performance será mínimo, se o branquinho estiver turbinado conforme as informações postadas aqui. Fiquem agora com Rick Dillon e sua dica matadora:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=kp47AQinUM8]
O Famoso “Mágico de Woz”, Hacker de carteirinha, co-fundador da Apple, e criador dos históricos e revolucionários Apple I e II, deu entrevista para o blog Lifehacker hoje, publicada às 9:00 da manhã. Vale a pena ler. Ele comenta principalmente sobre o que ele usa para o trabalho do dia-a-dia. Merece menção especial o comentário dele sobre o Linux, dizendo que só não experimentou por
falta de tempo, mas que o pessoal da comunidade de software livre pensa o que ele quer pensar (‘I never got into Linux. I swear to God, it’s only lack of time. I’m past the years of my life where I can really dig into something like running a Linux system. I’m very sympathetic to the whole idea; Linux people always think the way I want to think.’). Interessante comentário… como “quer pensar”? Indefinível. De qualquer maneira, demonstra com essa ser ainda o geek histórico focado em assuntos técnicos — o oposto complementar que foi o impulso inicial que moldou a Apple. Bom lembrar que o próprio Jobs, ao lançar o Mac Os X, mencionou o kernel Darwin como “Very Linux Like” mostrando que a galera do pingüim não pode mais ser ignorada. Aqui embaixo, deixo o vídeo da Keynote de Jobs em 2000, apresentando o Mac Os X. Lá pelo terceiro minuto, como você pode ver pela imagem, ele faz a declaração que menciono aqui:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Ko4V3G4NqII]
Quando em meu peito acende o amor por Ti
Sou assaltado de uma febre estranha
Que, desde dentro, ferve minhas entranhas
Chama que arde de onde nunca vi.
E ainda que ontem fosse um káfir
Hoje eu me sinto convertido em chama
Tu findas sempre em consumir quem ama
Submeter-se irrestrito a ti.
Um passa a vida em oração e: fim.
Morre esquecido do Amor Celestial
Outro consome-se a partir do mal
E finda por tornar-se um querubim
Maior que a vida de qualquer mu’min
É se deixar queimar por esta chama;
Só sabe o que é amor a ti quem ama
E sabe a ti consagrar o seu fim.
Abu Hamid Al-Ghazzali
De “La Alquimia de La felicidad”, Collección Generalife, Editorial Sufi, 2002
Este mundo é como um palco ou uma praça de mercado, pelo qual passam os peregrinos a caminho de outro mundo. É o lugar onde têm que abastecer-se para o caminho; Dito mais claramente, o homem adquire aqui, por meio de seus sentidos corporais, um certo conhecimento das obras de Deus e, através delas, de Deus mesmo, cuja visão vai constituir a sua felicidade futura. E é precisamente para adquirir este conhecimento que o espírito do homem desceu até este mundo de água e argila.
Enquanto seus sentidos lhe acompanham se diz que está “neste mundo”. Quando lhe abandonam, se diz que se foi ao outro mundo. Enquanto o homem está neste mundo, necessita de duas coisas: primeiro, a proteção e nutrição de sua alma; segundo, o cuidado e alimento de seu corpo.
O alimento apropriado para a alma, como vimos previamente, é o conhecimento e o amor de Deus, e ver-se absorvido pelo amor de outra coisa que não Deus é a ruína da alma. O corpo é, por assim dizer, a montaria da alma, e perece, enquanto a alma permanece. A alma deve cuidar do corpo da mesma forma que um peregrino que vai a Meca cuida de seu camelo;
Porém se o peregrino dedica todo o seu tempo a alimentar e adornar o seu camelo, a caravana lhe deixará para trás e perecerá no deserto. As necessidades corporais do homem são simples e estão compreendidas em três categorias: alimento, vestimenta, e abrigo; porém os desejos corporais com que foi dotado para que as satisfizesse podem revelar-se contra a razão, cujo desenvolvimento é posterior.
Portanto, como já vimos anteriormente, é necessário que sejam dominadas e contidas pelas leis divinas reveladas pelos profetas. Se consideramos o mundo no qual nos temos que desenvolver durante um tempo, encontraremos que está dividido em três reinos: animal, vegetal e mineral; O homem necessita constantemente dos produtos dos três, e deu lugar a três ocupações principais: tecedor, construtor e forjador. Estas, por sua vez, têm ramificações subordinadas, como as de alfaiate, pedreiro, ferreiro, etc.
Nenhuma delas pode ser totalmente independente das demais, e isso proporciona diversos contatos e relações comerciais, e estes, com demasiada freqüência, geral ocasiões para o ódio, para a inveja, os ciúmes e outras enfermidades da alma. Daqui nascem discussões e disputas, tornando necessário um governo político e civil, e o conhecimento da lei.
Desta forma, as ocupações e assuntos do mundo se tornaram mais e mais complicados e incômodos, principalmente devido ao fato de que os homens esqueceram que suas autênticas necessidades são apenas três: vestimenta, comida e abrigo, e que estas só existem com o único objetivo de fazer do corpo um veículo apropriado para a alma em seu caminho ao outro mundo. Caíram no mesmo erro do peregrino de Meca que mencionávamos mais acima, o qual, esquecendo-se do objetivo de sua caminhada, e de si mesmo, dedicava todo o seu tempo a alimentar e adornar seu camelo. A não ser que o homem mantenha uma vigilância muito estreita, é seguro que ficará fascinado e enredado pelo mundo que, como disse o profeta, “é um feiticeiro mais poderoso que Harut e Marut”(1).
O caráter enganoso do mundo se manifesta das seguintes maneiras: Em primeiro lugar, finge que sempre estará contigo, enquanto na realidade te escapa pouco a pouco, dizendo-te adeus como uma sombra que parece estática, mas que está em contínuo movimento. Também o mundo se apresenta sob o aspecto de uma bela feiticeira, que finge estar apaixonada por ti, que te mima, e após isto, se vai com teus inimigos, deixando-te para que morras de desgosto e desespero. Jesus (que a paz seja com ele!) Via o mundo com a forma de uma bruxa velha e feia. Lhe perguntou quantos maridos havia tido; ela respondeu: “inumeráveis”. Perguntou se haviam morrido ou se divorciado dela; Ela lhe disse que havia matado a todos. “Me surpreendem” – disse – “Esses néscios que vêem o que fizeste aos outros e ainda te desejam”.
Esta feiticeira se adorna com vestidos esplendorosos e cobertos de jóias e cobre sua cara com um véu. Depois, lança-se a seduzir os homens e são demasiados os que a seguem, até sua própria destruição. O Profeta disse que no dia do Juízo o mundo aparecerá com a forma de uma bruxa horrenda de olhos verdes e dentes proeminentes. Os homens, ao vê-la, dirão: “Piedade! Quem és?” E os anjos responderão: “É o mundo por cuja causa discutíeis e combatíeis amargando-vos as vidas uns dos outros”. Então ela será arrojada ao inferno de onde gritará: “Ó Senhor! Onde estão meus antigos amantes?” Então Deus dará a ordem para que sejam arrojados junto com ela.
Quem quer que contemple seriamente a eternidade passada, durante a qual o mundo não existia, e a eternidade futura, durante a qual não existirá, verá que se trata essencialmente de uma viagem na qual as jornadas estão representadas por anos, as léguas por meses, as milhas por dias e os passos por momentos. Com que palavras poderíamos descrever então, a loucura do homem que pretende convertê-lo em sua residência permanente, e faz planos para dez anos à frente que afetem coisas de que talvez nunca necessite, já que é muito possível que esteja enterrado em dez dias!
Aqueles que se entregaram sem limite aos prazeres do mundo, no momento da morte, serão como um homem que se empanturrou à saciedade de alimentos deliciosos, para, depois disso, vomitá-los. A delícia se perde, mas a desonra se mantém. Quanto mais abundantes tenham sido as posses que desfrutaram na forma de jardins, escravos, escravas, ouro, prata, etc., com maior intensidade sofrerão a amargura de perdê-las. Esta é uma amargura que durará mais do que a morte, já que a alma que converteu a avareza em um hábito permanente, sofrerá necessariamente no outro mundo das dores do desejo insatisfeito.
(1) Harut e Marut: Os dois anjos que – segundo o Alcorão – foram enviados a Babel para testar os homens. (Sura Al-Baqara /A Vaca – Versículo 102) “E seguiram o que os demônios apregoavam, acerca do Reinado de Salomão. Porém, Salomão nunca foi incrédulo, outrossim foram os demônios que incorreram na incredulidade. Ensinaram aos homens a magia e o que foi revelado aos dois anjos, Harut e Marut(34), na Babilônia. Ambos, a ninguém instruíram, se quem dissessem: Somos tão somente uma prova; não vos torneis incrédulos! Porém, os homens aprendiam de ambos como desunir o marido da sua esposa. Mas, com isso não podiam prejudicar ninguém, a não ser com a anuência de Deus. Os homens aprendiam o que lhes era prejudicial e não o que lhes era benéfico, sabendo que aquele que assim agisse, jamais participaria da ventura da outra vida. A que vil preço se venderam! Se soubessem..”
Eram detentores do conhecimento mágico.
Baixei e testei o Tweetie para mac, lançado ontem. É uma solução muito elegante, se comparada a programas com poder de fogo semelhante, como o tweetdeck para a plataforma air da Adobe. Esse é um canivete suíço para tuitar, mas é feio, não importa que tema você use…
O Tweetie roda nativamente no Mac OS X, com uma excelente performance, e uma interface admiravelmente bela. Como não tenho iPhone (vou esperar pelo próximo modelo), não tenho como comparar com o original, que foi lançado para essa plataforma.
De qualquer forma, fica aí a dica. Gostei. Fácil de usar, e, mais uma vez, visualmente matador.