fev
8
2010
Quando a matéria e o espírito
Eram vistos como coisas discretas, distintas, distantes,
Um sorriso era a insurgência fugaz e casual de um remoinho desconhecido
Que desafiava com vida e movimento a inércia dos elementos.
Agora que a solidez é não mais que uma metáfora
E o manto da noite dos tempos começa a vislumbrar a sua aurora,
As pedras sorriem, desdenhosas,
De nossas fantasias sobre a morte
Enquanto o tempo nos desmancha em ondas concêntricas.
Enquanto a manhã avança, vamos caminhando com um sorriso no fundo da alma, ainda que levando no rosto a gravidade de um faquir.
Recuso-me a jogar o jogo do tempo.
Não pelo que cri, mas pelo que sei:
— que o tempo já passou, e está por dar seus primeiros passos vacilantes, por um caminho já prescrito. Como uma formiga que percorresse indefinidamente um símbolo de infinito, rabiscado displicentemente num papel de pão amassado, deitado ao chão, tendo findado sua precípua utilidade.
Não me prendam nas palavras, não me prendam no tempo!
Silêncio. Um silêncio mais eloqüente que as línguas de todos os missionários.
Quero esse senso do destino que desperta, não a acomodação herdada. Quero o ar puro das alturas de mim mesmo!
Quero não querer, e em não querendo não ser, e em não sendo, comandar os elementos!
Alexandre Costa e Silva
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jan
3
2010
Este ano inaugura uma nova década do milênio nascente, do modo como contamos o tempo no ocidente.
Nomear o tempo é um dos modo que inventamos de dar sentido às coisas, não porque elas não tenham um sentido por si mesmas, mas porque nos esquecemos que sentido é esse.
De toda maneira sempre esperamos que tudo se renove, desde as nossas esperanças e energias, até o emprego efetivo desse potencial humano, nas nossas relações sociais e em todas as nossas ações.
No entanto, bem pouco tempo é necessário até que esse ritual de renovação esgote seu sentido emprestado dos antigos ritos sazonais ligados à sucessão das eras.
Essa semana, uma garotinha está passando as férias conosco. Uma garotinha de uma família humilde, filha da manicure da minha mulher.
É uma garotinha linda, de nove anos, e muito esperta.
Ontem ela contou uma história que me cortou o coração em pedaços.
A briga de gangues em seu bairro produz com freqüência corpos banhados em sangue pelo chão, e ela descreveu com detalhes assombrosos para figurarem no universo de uma criança de nove anos, o medo e a desesperança que acomete as pessoas que vivem nesse bairro.
Não cito aqui nomes nem quaisquer outros detalhes, nem mesmo o nome do bairro, porque isso poderia comprometer a segurança da garota.
Mas basta que eu diga que, no começo de 2010, fui apresentado a uma realidade que me envergonhou de ser brasileiro e cearense, e me deixou – eu que creio que Deus não age à nossa revelia, mas através de nós – com a obrigação de tentar atender algo das orações com que essa criança brinda os anjos diariamente, pedindo que lhe arrumem um lugar seguro para morar, longe da brutalidade que a tem cercado desde bebê.
no comments | tags: 2010, Desesperança, Esperança, Medo, Mitos, Tempo | posted in Sociedade
jan
1
2010
Posted via web from Tecnologia Hoje
no comments
dez
29
2009
no comments | posted in Poemas
dez
15
2009

Arte do Podcast
Download
Flood de áudio
Dúvidas e comentários dos ouvintes
Jailbreak (de novo!)
Jailbreak e pirataria
Música de encerramento: “I’m Free”, por The Who
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set
4
2009
Bem, apesar de já ter comprado o DVD do novo snow leopard no submarino, minha voracidade geek não soube esperar até o final de setembro para colocar as mãos no bichano das neves.
Tem um monte de torrent por aí alegando ser a versão retail, ou seja, a versão comprada na loja, e simplesmente “ripada” para uma imagem restaurável num DVD dual layer.
Boa parte delas, porém deve conter trojans, que poderão fazer de nós um daqueles poucos eleitos a terem um macintosh “bichado” a serviço de ataques de negação de serviço e outras maldades dos chamados “crackers”.
Não digo que a versão que terminei baixando (por falta de opção, diga-se de passagem, pois meu provedor fez um traffic shaping com torrent que eu AINDA não aprendi a contornar) seja livre de malware. Mas tenho boas razões para desconfiar que sim.
Em primeiro lugar, a imagem não se chama “Snow Leopard Retail Version” que são precisamente as quatro palavras-chave mais pesquisadas no (terceiro) mundo apple, que ainda não pode meter as mãos no novo bichano da patrulha de Cupertino (Se está me julgando por ter feito isso, lembre daquela noite em que você mesmo digitou isso no google DIVERSAS vezes, pensa que não sei?).
Chama a si mesma com o nome genérico “Mac OS X Install DVD .cdr”. Peraí: CDR? é. Nem mesmo é um DMG.
Segundo, o autor, em um blog aí perdido pelas entranhas do Google (quando achar o link de novo, edito e ponho aqui), dividiu o bichano em 53 pedaços e publicou no Megaupload. Se *eu* quisesse espalhar malware, espalharia a imagem onde procuram mais por ela, facilitaria a distribuição disponbilizando-a por inteiro e a nomearia com o nome mais óbvio possível. Antes que vc me pergunte, fiz o upload de uma lista de endereços no Megaupload onde você pode baixar esses pedaços de gato, caso queira. A lista está em formato RTF e pode ser baixada aqui.
Como meu DVD acabou de tostar, vou dar boot por aqui, instalar como upgrade, e volto a editar este post a partir do meu novo bichano. Se eu me transformar num mac bot, faz mal não: é só até o final do mês. Quando chegar o DVD oficial que já paguei pra ter, reinstalo do zero…
Backup nunca é demais, hein, caro amigo geek?
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