jan 27 2007

Meu Amor!

Em qualquer lugar do mundo para onde eu possa vir a viajar, em busca de memórias preciosas em meu jardim secreto, meu pouso sempre será do teu lado.

Contar a história da minha vida sem você é uma tarefa impossível (e hoje isso é fato comprovado): Nossos momentos marcaram meu espírito de modo indelével.

Te amo, minha nêga

Ainda que sejamos

Alvorecer e Ocaso.

Que, embora, em uma fotografia, pareçam idênticos,

Um conduz a um dia claro

E o outro à noite escura.

Mas nenhuma história seria contada

Sem o Sol e a Lua.

Para minha eterna namorada, Fátima Dourado


jan 27 2007

O Casamento da Razão com a Emoção

Diz a razão: cegueira inexata

Que em ti, emoção inconfessa

Deseja, cata, não cala

Tome intento, pra quê pressa?

Você foi montada às avessas

Febril e informe e inquieta

Quer ver o avesso da vida?

Tome intento, cate meta!

Não precisa, diz a emoção

- Peregrina assumida-

Replica então à razão:

Deixa viver a vida!

A razão, fica ranzinza,

Faz um muxoxo e se cala.

A emoção então se arrebata:

Minha fala! Minha fala!

E entre a emoção e a razão haverão

Mil discussões como esta.

Um dia elas concordarão

Neste dia haverá uma festa.

A razão, vestida de noiva

(E por algum motivo, coturnos)

E a emoção de fraque e buquê

Tal qual esses bailes noturnos

Na hora da valsa a emoção

E a razão, com ela afinada

Dançarão nesse baile sem máscara

Por um céu de beleza animada

Neste dia, o sol vai nascer

Pouco antes da lua sair

A Luxúria segura o buquê

Olha para a inocência e sorri.