Gato escaldado tem medo de água fria

Votei no Lula. Leio a VEJA. Considero que às vezes a revista exagera no tom agressivo das cores com que pinta o presidente da república. Mas defendo até a morte o direito deles de fazer isso. Sem opositores, a democracia entraria em colapso. Somente uma imprensa livre, capaz de publicar desde as verdades parciais dos diferentes grupos sociais até as maiores mentiras absolutas, pode frear impulsos ditatoriais dos governantes ou de seus capachos. A própria VEJA fez sensacionalismo, o mais relevante deles sendo no caso do professor de matemática Leonardo Teodoro de Castro, que foi acusado por vários meios de comunicação de ser um terrorista, responsável pela explosão da bomba no assento D do Fokker da TAM, em 1997. A revista publicou uma foto enorme do professor, na capa, acusando-o. Nada até hoje ficou provado contra ele.
Mesmo assim, a revista põe o dedo na ferida de Lula e do PT. Alguém tem que fazer isso, ou se não, há que se permitir que se o faça, a bem da liberdade de expressão e da democracia.
Quem vive num país que – em sua história tão recente – foi marcado pelos excessos de uma ditadura militar, assiste o episódio do interrogatório dos repórteres Júlia Dualibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro com apreensão. Abaixo, mais detalhes segundo a própria revista VEJA. Espero que o delegado da PF seja punido por sua conduta repreensível e antidemocrática.
VEJA on-line: Entidades criticam intimidação de jornalistas de VEJA