Quem sou?
No facebook, escrevi uma das descrições mais aproximadas da imagem que faço de mim mesmo, pelo menos a que me deixa mais à vontade de publicar numa página de Internet:
Sou prismático e caleidoscópico. Artístico e microscópico. Gigante e milimétrico, Matemático e Poético. Sou cético e sou crente. Nascente e poente.
No entanto, isso é pouco para uma página de apresentação. Digamos que sou um espírito inquieto. Gosto de cantar e já me disseram para tentar ganhar a vida com isso, mas não é o bastante. Sou psicólogo, e já me disseram que nascí para sê-lo, mas não é o bastante. Gosto de computadores e brinco de programar nas horas vagas e também não é o bastante. Na verdade não valho muita coisa. Graças a Deus tenho pessoas queridas junto de mim que não concordam com essa última frase.
Antes que você perca tempo tentando decidir se estou me depreciando ou me gabando, sem falsa modéstia, devo dizer que sou um homem com múltiplos talentos e uma certa indolência — meus inimigos chamam preguiça — e que eu chamo de “take my time”, andar no meu compasso, que muitas vezes é um compasso muito diferente do da maioria.
Já estudei coisas tão díspares como Psicologia Junguiana, Análise do Comportamento, Sufismo, e Tarot. Já rezei em diversos idiomas e credos diferentes, embora na última década tenha me definido como um muçulmano, no sentido em que todo mundo nasce muçulmano, na definição essencial do profeta Muhammad: Aquele que se submete a Deus.
No entanto, não encontrei meus pares dentre os que usam essa palavra para descrever a si mesmos, e se ainda digo que sou muçulmano, é que me falta engenho para criar uma palavra melhor, ou talvez tenha preguiça de fazê-lo.
O trabalho da minha vida é na Casa da Esperança, organização fundada por minha esposa, Fátima Dourado, e que eu ajudei a construir com meu suor e meu sangue. Hoje essa Casa está se tornando uma referência nacional, dentre uns poucos bons amigos na Universidade de Yale, como Ami Klin que a referenciam também internacionalmente. Ela é parte de um esforço para remodelar a sociedade, de modo que ela caiba pessoas tão radicalmente diferentes, e tão importantes como as pessoas autistas.
Acredito que temos uma relação de mútua criação com os mitos: eles nos fazem e nós os fazemos; e o mito que melhor descreveu os autistas é um que ouvi de uma amiga alemã na Espanha, quando lá estive em 2005, ela mesma mãe de uma linda mulher autista, que me disse que estes maravilhosos seres são avatares ascencionados de outras dimensões, que encarnam na nossa a passeio, ou a trabalho.
Tenho dois em casa, filhos do primeiro casamento de minha mulher, e hoje já meus filhos, por tempo, dedicação e merecimento (mútuo): um veio a trabalho, e outro, a passeio.
Gosto de me descrever como alguém que, apesar de suas extensas deficiências, principalmente para planejar e organizar, bem como para manter o foco de atenção, consegue ser bastante produtivo. Escolhi um estilo de vida que me permite isso. Amo minha família, minha esposa, meus filhos e meu trabalho, e graças a Deus, eles são todos praticamente uma mesma coisa.
Almas piedosas, professores que tive na universidade, tentaram me dizer que meu problema era ter “altas habilidades” e não TDAH, como eu passei a proclamar aos 4 ventos num certo ponto de minha vida. Felizmente, aceitei o elogio, mas preferi ficar com a minha deficiência. Reconheço que sou um cara inteligente, mas prefiro um rótulo que me aproxime das imperfeições humanas que um que possa me levar ao auto-engano da prepotência. Ao contrário, porém, do que tento fazer parecer, sou um megalomaníaco arrogante. Graças a Deus, ao trabalho dos Mestres, e ao meu próprio, porém, tenho perfeita consciência disso, e começo a por isso a meu favor.
Se você quer me contratar, vá na aba Apresentação Profissional. Ela vai te dar informações menos ambígüas e conflitantes que as que lê aqui. Se, no entanto, quer me conhecer e trocar essência comigo, vá em frente: nesse blog tem de tudo que eu tenho feito na internet nos últimos anos. A idéia de agregar isso num blog não é nova, mas nunca pensei que fosse praticável, dada a multidão de interesses que tenho. Uma estrutura de tags deverá ajudá-lo a encontrar o que procura, sejam informações de tecnologia, espiritualidade, autismo, psicologia, e outros assuntos randômicos. Só peço que — se gostar de alguma coisa que leu — ou viu, ou ouviu — por aqui, não deixe de comentar.
O Comentário é o que faz de um blog o espaço de troca que ele tem que ser. Bem, aqui terminam meus dias de falta de privacidade espalhada na internet: a privacidade vai-se embora toda em um só lugar, alexandrecosta.org, e o org não significa organização, já que, como eu disse, organização não é meu forte: significa que nesse site, apresento-me organicamente ao interlocutor internauta (Além de o alexandrecosta.com estar, obviamente, reservado para outro cara). Se você quer ser esse interlocutor, seja bem-vindo.
